PAULO - APÓSTOLO DA EUROPA?

 

1.      FORMAÇÃO E CARÁCTER

 

Ao olharmos para os mapas das rotas missionárias de Paulo, não restam dúvidas sobre o seu papel na evangelização do continente europeu.

A - Preparação de um pioneiro cristão europeu

 

De nacionalidade judaica e cidadania romana, o apóstolo estava assim habilitado com um livre trânsito  e uma identidade que lhe permitiam circular no império da cultura com uma relativa imunidade que se tornou bastante útil em algumas circunstâncias.

A educação esmerada que recebeu, conjugando a tradição judaica e cultura greco-romana, permitiu-lhe falar nas várias línguas e na linguagem cultural inteligível a cada público a que se dirigiu, tornando-o um orador dos mais conceituados que se encontram no relato bíblico e que certamente rivaliza com qualquer outro na sua época.

A maior de todas as experiências que modelou a sua vida e o transformou no arauto do cristianismo, foi o seu encontro pessoal com o Cristo crucificado e ressurrecto que teve quando respirava ameaças e promovia perseguições contra a Igreja nascente.

De um dos mais acérrimos perseguidores da Igreja e do seu Fundador, foi transformado num dos maiores perseguidos e dos maiores implantadores de igrejas.

Esta sua tarefa-acção caracteriza-o como percursor de uma Europa cuja unidade transcende as notas políticas, sociais e económicas, para se remeter a um denominador comum espiritual que, através dos séculos, desde o seu trabalho de cristianização, se desenvolveu e repercutiu em outras direcções e âmbitos. Ninguém pode escamotear o facto de que a Europa também é o resultado de um processo de cristianização. É preciso aqui distinguir as tónicas culturais e as várias expressões de religiosidade, daquilo que o evangelho e o Novo Testamento têm a dizer acerca do autêntico cristianismo. A pergunta poderá ser colocada nestes termos: será que Paulo, hoje em dia, reconheceria o continente europeu como cristão, ou será que, como então, ele defenderia a necessidade de (re)cristianizar o velho continente?

 

B – Tolerância e radicalismo          

 

Uma das manchas da história de um pretenso cristianismo que não foi lido nos evangelhos, nem bebido no exemplo de Jesus Cristo, situa-se no tempo já passado das perseguições a outras sensibilidades e formas de ver e estar na vida espiritual. Hoje a Europa usufrui de uma liberdade e respeito por cada forma de pensar que está muito mais perto do cristianismo dos evangelhos.

É interessante notar que essa religião cristã que se deixou absorver e assimilar pela luta e exercício do poder político, económico e social, só pode encontrar paralelo na atitude do apóstolo Paulo anterior ao seu encontro com Cristo. Não causa admiração esta constatação a todos aqueles que, conhecendo o evangelho e a sua personalidade principal, sabem a diferença básica e o confronto, desde os primórdios, entre a religião institucionalizada e a pessoa de Jesus Cristo. Este conflito que esteve evidente desde a origem do cristianismo, tem tido os seus afloramentos mesmo num certo cristianismo viciado por aquilo que Cristo sempre recusou e por causa do qual também foi sentenciado à morte da cruz.

O livro histórico de Actos apresenta o apóstolo Paulo antes e depois da sua experiência cristã.

É digna de referência a profunda alteração produzida no apóstolo aquando do seu encontro com o Mestre da Galileia. De um homem fanático, intolerante, que não olhava a meios para atingir os seus fins, julgando estar assim a prestar um serviço a Deus (1), foi transformado num homem convicto mas que não ousava usar a violência para convencer quem quer que fosse acerca da verdade cristã. Esta profunda mudança só pode ser operada a partir de dentro para fora, o novo nascimento na expressão de Jesus (2). Uma mudança de religião ou uma plástica exterior não podem fazer isto.

A vida cristã só é vivida segundo uma lógica de serviço e nunca através de uma lógica de luta pelo poder. A Europa tem-se dividido entre uma e outra num equilíbrio instável que algumas vezes derrapou para a arbitrariedade e discriminação. Pode-se dizer que, em termos politico-sociais a democracia é um resultante desta equação que tem dado os seus resultados.

 

C – O Missionário Modelo

 

Missionário modelo que nunca levou a cruz numa mão e a espada na outra, é exemplo paradigmático (3) para uma Europa que nem sempre esteve à altura do seu legado e confundiu demasiadas vezes a evangelização com exportação e imposição da sua cultura e civilização, e a comunicação do Deus verdadeiro com o lucro próprio.

2.        O DISCURSO EUROPEU NO AREÓPAGO DE ATENAS

 

Uma das peças de oratória mais eloquente é sem dúvida a do apóstolo Paulo no Areópago de Atenas, local privilegiado de então para a discussão de ideias e centro de difusão das mesmas.

Da análise do seu discurso podemos destacar quatro linhas orientadoras: A idolatria, o verdadeiro Deus, a sua revelação através de Jesus, a vida eterna possível através de um relacionamento restaurado com Deus por Jesus.

A – A idolatria versus um só Deus

 

De uma forma geral podemos dizer que a Europa em termos religiosos está marcada pelos três primeiros aspectos.

Não vivemos numa época de múltiplos deuses, mas, em boa verdade, também é preciso dizer que a idolatria não desapareceu e certo cristianismo deixou-se assimilar por uma religiosidade pagã, tendo assumido uma vasta série de pretensos intermediários ou mediadores que são adorados ou venerados no lugar de Deus. Esta atitude repugnaria ao apóstolo Paulo como o confrangeu também a multiplicidade de Deuses que encontrou em Atenas.

Paulo era um homem de um só Deus e de um só Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo (4).

Se prestarmos atenção ao princípio do discurso que o apóstolo proferiu no areópago de Atenas para uma audiência de homens cultos e letrados, que ficaram impressionados com a novidade daquilo que ouviram, verificamos que essas sementes lançadas há quase dois mil anos deram o seu resultado e hoje, em termos espirituais, a Europa apresenta um rosto totalmente distinto.

 

B – O diálogo das Culturas

 

Neste seu discurso, convém assinalar o profundo conhecimento e capacidade de fazer uso de citações de autores conceituados e conhecidos do público, para através delas estabelecer uma ponte que levasse os ouvintes à compreensão e aceitação das verdades do evangelho.

A Europa tem mantido e seguido, com algumas lamentáveis excepções, o caminho do diálogo das culturas. Os cristãos em geral, e os evangélicos em particular, nos tempos que correm, de profundas mudanças, devem aproveitar os ventos que sopram não para se fecharem sobre si próprios, mas para, com inteligência e sensibilidade, saberem construir pontes que lhes permitam comunicar o evangelho aos que o não conhecem, da mesma forma que o apóstolo fez.

No mesmo discurso “europeu” do apóstolo Paulo podemos apreciar também a forma como ele apresenta o único Deus revelado em Jesus Cristo, invocando os próprios autores da cultura politeísta.

 

C – Vida Eterna

 

O último aspecto a que fizemos referência no discurso do areópago é tratado sobejamente por Paulo e hoje, como naqueles dias, está longe de uma mentalidade dominante. Mesmo quando teoricamente o assunto é tomado em consideração e é aceite, isso não se traduz na realidade da vida diária.

O nosso mundo europeu não tem grande apreço pela eternidade. O que interessa é o imediato. Em abono da verdade convém dizer que mesmo algumas correntes evangélicas dão mais ênfase ao presente trajecto do que ao que devemos Ter em consideração no que se refere à vida após a morte.

Em termos bíblicos não é correcto conjugar a vida eterna apenas com o que ocorre depois da morte, mas com a totalidade da vivência humana a partir do momento em que Jesus Cristo se torna o senhor da vida do homem.

Convém confrontar uma vez mais o pensamento revelado através de Paulo com aquilo que hoje se partilha e difunde.

 

D – Só a Bíblia

 

Também podemos dizer que o apóstolo Paulo é um homem de uma só revelação. Apesar de ser uma pessoa tolerante que não usava violência, isso não significava que fosse frouxo ou admitisse que todas as religiões tivessem a sua própria perspectiva certa sobre Deus. Tão pouco o apóstolo partilhava a ideia de um sincretismo religioso que absorvesse as tradições e sentimentos religiosos populares de outras fontes. O apóstolo não pode ser incluído nos paladinos de um ecumenismo amorfo e subversivo.

Temos muito a ganhar com a abolição de muitas fronteiras e com o derrube de todos os muros que impeçam a livre circulação de ideias. Tanto Cristo como os seus apóstolos, e toda a Igreja de um modo geral, têm pago com o seu próprio sangue a existência de inúmeras intolerâncias. A mesma coisa pode ser dita a respeito de tantos outros que têm assumido uma atitude firme na abolição das mesmas. Mas isso não pode ser sinónimo de uma atitude subversiva em que se soneguem as diferenças.

Já citámos os casos em que o Cristianismo foi seduzido pelo poder e embriagado por ele, mas temos que fazer justiça à pessoa de Cristo e à sua doutrina que, em boa verdade, nada têm a ver com posições como essas.

Apesar de Paulo não rejeitar de forma indiscriminada os subsídios de outras culturas e de no discurso do areópago ter recorrido à sua citação, nunca esse recurso significou deturpar a essência do evangelho ou dar o seu aval à possibilidade de outras revelações (5).

            A Europa cristã tem muito que aprender com esta atitude se quer expurgar dos vícios da mentalidade politico-social, religiosa e espiritual do passado tradicional que é tida como cristã sem o ser, e do modernismo teológico que procura amalgamar a única verdade que Jesus disse ser com outras formas de pensar exteriores ou do “folclore” local.

 

E – Só a fé

 

            Este é outro dos aspectos distintivos do evangelho e da doutrina de Jesus que Paulo desenvolveu de modo incansável na maioria das suas cartas. É também uma das mudanças radicais que se podem assinalar entre a formação cultural e religiosa de Paulo antes e depois do seu encontro pessoal com Jesus Cristo.

            A fé significa e implica que o homem não pode pensar adquirir o seu relacionamento com Deus através de uma boa moral e de boas acções, ou ainda por uma religião qualquer que ela seja, mas única e exclusivamente dependendo do que Cristo realizou (6) e comprometendo-se a viver em obediência ao seu ensino.

            A fé não é granjeada humanamente mas recebida através do ouvir da Palavra de Deus (7).

 

F – Só a graça

 

            A propósito do último aspecto do discurso de Paulo no areópago, o grande discurso europeu do apóstolo, somos levados a reconhecer que a Europa se dividiu em duas grandes e opostas frentes.

            A graça é o lema de todos os escritos paulinos. Isto significa que não podemos contar receber da parte de Deus o que quer que seja com base nos nossos próprios méritos. O reatamento da relação pessoal com o Criador é uma oferta não merecida que Ele mesmo coloca ao nosso alcance através dos méritos de Jesus, nosso substituto. Quer ainda dizer que não temos que conquistar Deus, não temos que nos esgotar num esforço exaustivo para merecer a sua atenção. Isto marcava profundamente o apóstolo na medida em que, anteriormente à sua experiência cristã, enquanto religioso judeu, ele tinha procurado alcançar precisamente o oposto.

            A substituição que Cristo efectuou a nosso favor é a plataforma que conciliou o amor e a justiça divinos a nosso respeito. Como alguém escreveu, esse é um problema digno de um Deus, ou que apenas Deus estava à altura de resolver.

            Deus é amor e em virtude disso Ele queria relacionar-se connosco.

            Deus é santo e por causa do nosso pecado Ele não podia concretizar esse relacionamento.

            Deus é justo e o nosso pecado exigia punição.

            Jesus Cristo, justo e perfeito, sendo Deus tomou a forma humana e não tendo pecado assumiu sobre si todos os nossos pecados e as suas consequências. Desta forma possibilitou que cada pecador pudesse ser declarado justo e lhe fosse imputada a sua justiça.

            Na Europa o cristianismo continua a sofrer deste mesmo confronto – o evangelho de Cristo disseminado pelo apóstolo não sofreu diferença alguma. Os cristãos europeus necessitam da mesma envergadura de Paulo para nunca abdicar daquilo que torna o cristianismo não discriminatório e universalista.

 

3.      A EUROPA E OS DIREITOS DO HOMEM NO DISCURSO E VIDA DE PAULO

 

A doutrina que o apóstolo divulgou não era (não é) só uma filosofia ou cosmovisão. É, antes e acima de tudo, um relacionamento e um estilo próprio de vida.

      A sociedade em que vivemos, caracterizada na maioria dos casos pelo respeito das minorias, pela recusa da discriminação, pela igualdade de oportunidades e pela defesa dos direitos do homem, está a léguas do que acontecia nos dias do apóstolo Paulo.

      A escravatura, a ausência de um estatuto de estrangeiro ou de dominado, de dignidade da mulher ou da criança, do lugar do doente ou do pecador, são as referências sociais da sociedade em que emergiu o cristianismo e na qual Paulo desenvolveu a sua actividade.

            Como a transformação foi operada é algo que passa despercebido à maioria das pessoas.

            Quando lemos os escritos apostólicos podemos verificar como uma nova sociedade foi criada a partir da evangelização sem recurso a armas nem a qualquer revolução violenta que na maioria dos casos apenas substitui uma classe dominante por outra.

 

A – Justiça social

 

A justiça social tem recebido da parte do evangelho uma contribuição muito especial não só através de uma influência ética, pela educação e legislação, mas fundamentalmente através de uma mudança profunda produzida interiormente nas pessoas que aceitam Jesus Cristo e a Sua mensagem, qualquer que seja o estrato social  e cultural.

 

B – Generosidade

 

            Se é verdade que em termos evangélicos a salvação não é resultado de boas acções, é verdade que a consequência está também aí. Há uma atitude de atenção ao próximo resultante do amor que é dado e recebido por Deus.

            Paulo foi incansável no incentivo de acções que demonstrassem na prática a vivência do amor (8).

            Uma das constatações que podemos fazer nos nossos dias é a progressiva indiferença para com o outro. Apesar de a Europa ter uma forte influência na consciência dos valores sociais, cada vez mais isso está a ser remetido para as estruturas estatais e cada vez menos para a vivência da comunidade e do indivíduo. O cristianismo e os cristãos têm um papel importantíssimo no despertamento e incremento deste sentir paulino que é intrínseco aos evangelhos.

 

C – O valor da pessoa

 

            A este propósito D. James Kennedy escreveu: “Qual a causa da extinção da escravidão? Foi o evangelho de Cristo! Foi aquela carta pequena que Paulo escreveu a Filemon. Um escravo fugitivo fora lançado na mesma prisão com o apóstolo Paulo e este pregou-lhe o evangelho e o escravo converteu-se a Cristo. Filemon também era crente – um dos filhos na fé do apóstolo. Paulo disse a Filemon: ‘... para que o retivesses para sempre, não já como escravo, antes, mais do que escravo, como irmão amado...’ Nessa nova fraternidade em Jesus Cristo, que se produzia através de todo o mundo romano, a escravidão encontrou o seu fim.”

            “Um ano antes da reforma protestante de 1517, a escravidão foi revitalizada pela Espanha e Portugal. Era a escravidão dos recém-descobertos negros. Que aconteceu? Sabemos que a escravidão foi abolida em Inglaterra por meio de William Wilberforce, convertido através da pregação de Wesley. Wilberforce, um homem pequeno e corcunda, tornou-se um dos mais poderosos primeiros-ministros. Constrangido pelo evangelho de Cristo e pela liberdade que Cristo trouxe, esse homem devotou todas as suas energias e eloquência para acabar com a odiosa escravidão dos africanos (...)”

            Não podemos deixar de recordar as palavras que Paulo dirige ao seu irmão Filemon sobre o seu outro irmão Onésimo, a propósito do novo relacionamento que o Evangelho havia possibilitado e havia gerado entre eles (9).

 

D – O valor da vida

 

            Nas suas viagens pela Europa Paulo veio inculcar na vivência daqueles que se foram virando para Jesus Cristo, um forte sentido do valor da vida humana. Essa influência foi mudando progressivamente o rosto da cultura, até que nos nossos dias temos uma quadro totalmente e distinto. Mesmo assim o perigo continua a espreitar na medida em que os valores que a ele dizem respeito vão sendo diluídos e substituídos por outros que têm a ver apenas com o egoísmo e o comodismo que lhe está subjacente. A provar tudo isso, está, entre nós e entre as mãos de muitos parlamentos europeus, a questão do aborto e da eutanásia.

           

E – A dignidade das crianças

 

            O mesmo autor que citámos anteriormente diz: “A criança é hoje respeitada e amada. Mas não era assim nos tempos anteriores ao cristianismo. O poder de um pai romano sobre o seu filho era absoluto. Ele podia expor o seu filho à morte, podia açoitá-lo, mutilá-lo, casá-lo, divorciá-lo, vendê-lo como escravo ou matá-lo para satisfazer a sua própria sede de sangue (...) Jesus tomou uma criança nos braços e abençoou-a: e o infanticídio desapareceu do mundo.”

            Paulo aborda a questão da criança e dos seus pais no lar cristão (10).

 

F – A dignidade da mulher

 

            D. James Kennedy acrescenta: “Que podemos dizer da situação da mulher naqueles dias? No mundo pagão, a situação não era menos deprimente do que a situação das crianças. As mulheres tinham muito pouco valor até à vinda de Jesus. Os escritos do hinduísmo, os escritos bramânicos, declaram que a mulher não foi feita para a independência; que a mulher não tem nada a ver com as escrituras sagradas; que as mulheres pecadores devem ser tão asquerosas como a própria falsidade.”

            As palavras de Paulo contrastam em absoluto com esta descrição (11).

 

4.      DERRUBANDO FRONTEIRAS

 

Numa época em que na Europa se fala e se procede à abolição de inúmeras fronteiras, o apóstolo Paulo, fazendo eco de outras palavras do seu Mestre, anuncia uma outra destruição de muros, barreiras e separações que inclui toda a humanidade, no sentido de um novo homem vocacionado para uma sociedade justa e harmoniosa governada pelo seu próprio autor – Cristo (12)!

Até que ponto essa tendência Europeia é uma resultante do pensamento evangélico, uma imitação falseadora, ou as duas coisas simultaneamente (fugindo ainda à questão pertinente, para os evangélicos, do cumprimento profético), é uma conclusão que não se pode decidir, especificar e detalhar senão com uma larga margem de erro.

Uma coisa é certa: a acção de Jesus Cristo tem vindo a originar um novo mundo futuro e eterno a contribuir pontualmente, embora de modo sempre relativo, para uma sociedade hodierna mais humana e fraterna.

 

1.      Actos 9:11

2.      II Coríntios 5:17

3.      I Coríntios 9:12-22

4.      I Timóteo 2:5

5.      Gálatas

6.      Efésios 2

7.      Romanos

8.      Efésios 2

9.      Filemon

10.  Efésios 6:1-4

11.  Efésios 5:28

12.  Colossenses 3:11; Gálatas 3:28; Efésios 2:14-16

 

Samuel R. Pinheiro

Janeiro92