MATERIALISMO, HUMANISMO, SECULARIZAÇÃO E FÉ CRISTÃ

 

I.                   MATERIALISMO

1.      Tudo existe em função e a partir da matéria. Tudo se resume aos processos inerentes à matéria.

Referências de autores cristãos:

“Mas o homem moderno de facto admite – consciente ou inconscientemente – que o universo e o homem podem ser explicados pelo impessoal, somado ao tempo e ao acaso.”

A Igreja do Final do Século XX; pág. 21

 

Referências bíblicas:

João 4:24

“Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.”

 

Génesis 1:1,2

“No princípio criou Deus os céus e a terra.

A terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.”

 

Génesis 1:26,27

“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.

Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”

 

João 3:6,7

“O que é nascido da carne, é carne: e o que é nascido do Espírito, é espírito.

Não te admires de eu te dizer: Importa-vos nascer de novo.”

 

Eclesiastes 12:7

“E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”

 

Lucas 12:16-21

“E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância.

E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?

E disse: Farei sito: Destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.

Então direi à minha alma: Tens em depósito muitos bens para muitos anos: descansa, come e bebe, e regala-te.

Mas deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.”

 

 

2.      O homem foi criado como mordomo e não dono da natureza.

 

 

3.      Ao contrário do que poderá parecer na base da ciência moderna estão as bases da revelação bíblica e da fé cristã.

Referências de autores cristãos:

“(…) o nascimento da ciência moderna, que se originou da mentalidade cristã. Alfred North Whitehead, por exemplo, enfatiza o facto de que a ciência moderna surgiu porque estava cercada por uma estrutura de referências cristãs. Galileu, Copérnico, Francis Bacon, Kepler e cientistas até Newton acreditavam que o mundo for a criado por um Deus racional e que poderíamos, portanto, pela razão, descobrir a ordem do universo.

Oppenheimer salientou idêntico pensamento: A ciência moderna não poderia, de maneira alguma, ter nascido sem um ambiente cristão, um consenso cristão. Como Francis Bacon (1561-1626) disse em Novum Organum Scientiarum: ‘O homem, na Queda, perdeu ao mesmo tempo seu estado de inocência e seu domínio sobre a natureza. Entretanto, ambas as perdas podem ser reparadas em parte; a primeira pela religião e pela fé, a segunda pelas ciências e artes’. Recentemente li algo escrito por Galileu que achei muito comovente. Galileu salientou o facto de que quando olhava para o universo com toda a sua riqueza e beleza (ele não se referia meramente à beleza estética, mas à sua unidade, no meio de sua complexidade), ele era chamado para um único fim – prestar culto à beleza do Criador.”

A Igreja do Final do Século XX; pág. 12

 

“Aqueles que deram início à ciência moderna sabiam que Deus havia criado o universo, que o universo existia não como uma extensão da essência de Deus (como o considerava o pensamento oriental), mas como algo diferente de Deus e diverso do que é engendrado na mente do homem.”

A Igreja do Final do Século XX; pág. 13

 

“A ciência moderna surgiu do conceito cristão de que o homem, baseado na razão, poderia compreender o universo porque um Deus dotado de razão o havia criado.”

A Igreja do Final do Século XX; pág. 17

 

 

4.      Uma tentação inerente à natureza decaída do homem e pela qual Jesus também passou.

Referências bíblicas:

Mateus 4:8-10

“Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles,

E lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

Então Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto.”

 

Marcos 4:18,19

“Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra,

Mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.”

 

Filipenses4:10-20

“Alegrei-me sobremaneira no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovaste a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade.

Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.

Tanto sei estar humilhado, como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias já tenho experiência, tanto de fartura, como de fome; assim de abundância, como de escassez;

Tudo posso naquele que me fortalece.

Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação.

E sabeis também vós, ó filipenses, que no início do evangelho, quando parti da Macedónia, nenhuma igreja se associou comigo, no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros;

Porque até para Tessalónica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades.

Não que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito.

Recebi tudo,  e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte, como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus.

E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.

Ora, a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém.”

 

I Timóteo 6:3-10

“Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com o ensino segundo a piedade,

é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas,

altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida, e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro.

De facto, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento.

Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar dele;

Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.

Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.

Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé, e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.”

 

I Timóteo 6:17-19

“Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento,

que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir,

que acumulem para si mesmos tesouros, solido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.”

 

Tiago 1:12-15

“Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.

Ninguém ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e ele mesmo a ninguém tenta.

Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.

Então a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.”

 

Habacuque 3:17-19

“Ainda que a figueira não floresce,

nem há fruto na vide;

o produto da oliveira mente,

e os campos não produzem mantimento;

as ovelhas foram arrebatadas do aprisco

e nos currais não há gado,

todavia eu me alegro no Senhor,

exulto no Deus da minha salvação.

O Senhor é a minha fortaleza,

E faz os meus pés como os da corça,

E me faz andar altaneiramente.

Ao mestre de música. Para instrumento de corda.”

 

 

5.      Um dos sinais que apontam para o fim dos tempos e a segunda vinda de Jesus Cristo. As palavras de Jesus mostram igualmente que a situação é semelhante à do passado remoto dos dias de Noé.

Referências bíblicas:

Mateus 24:36-44

“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai.

Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do homem.

Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,

E não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.

Então dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro;

Duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra.

Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.

Mas considerai isto: Se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a casa.

Por isso ficai vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá.”

 

 

 

II.                HUMANISMO

1.      O homem como a medida de todas as coisas. O homem no centro do universo. A deificação do homem.  A fé de que o homem por si conseguirá governar a sua vida, construir o paraíso e alcançar os píncaros da perfeição. O super-homem de Nietszche.

Referências a autores cristãos:

“É necessário esclarecer aqui os significados de racionalismo e humanismo, porque confundem-se com a palavra racional. O racionalismo significa o homem começar por si mesmo e tentar encontrar então todas as respostas, sem nada receber de qualquer outra fonte e recusando especialmente qualquer revelação de Deus.”

A Igreja do Final do Século XX; pág. 15

 

“(…) a cultura reflecte de modo geral uma dependência do homem e não de Deus.”

Certo ou Errado; pág. 46

 

“A mudança reporta-se ao Jardim do Éden, quando a serpente induziu nossos primeiros pais a confiar em seu próprio raciocínio, em vez de obedecer simplesmente à ordem de Deus.”

Certo ou Errado; pág. 47

 

“Nossa cultura moderna, destronou Deus como a fonte da verdade e moralidade suprema e entronizou o homem em Seu lugar.”

Certo ou Errado; pág. 49

 

Referências bíblicas:

Génesis 3:4,5

“Então a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis.

Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.”

 

2.      Entendendo as raízes do humanismo.

Referências a autores cristãos:

“A Renascença marcou igualmente uma transformação significativa no pensamento humano. Em contraste com a Idade Média (na qual o principal tema da arte, literatura e filosofia era glorificar e servir a Deus), os artistas e pensadores da Renascença exaltaram o homem e suas habilidades. Esta mudança gerou uma doutrina chamada humanismo, que enfatizava a dignidade e capacidade e considerava o homem como centro de todas as coisas, o dono do seu destino, o capitão da sua alma – cuja ênfase levou eventualmente a uma visão não bíblica do homem e do seu relacionamento com o Criador. Quando este modo de pensar começou a firmar-se, a dependência de Deus como a Fonte da verdade e da moralidade por parte dos homens e mulheres começou a desaparecer.”

Certo ou Errado; pág. 50

 

“A Renascença poderia ter causado um impacto mínimo sobre o pensamento humano, se não tivesse sido imediatamente seguida por um período da história conhecido como Iluminismo, ou a Idade da Razão. O iluminismo iniciou-se nos anos 1600 e durou até ao século seguinte. Enquanto a mente renascentista reconhecia Deus (mas removeu-o do trono, por assim dizer, substituindo-o pelo homem), muitos líderes do Iluminismo (tais como Voltaire e Descartes) afirmaram que, se houvesse um Deus que tivesse criado o mundo, Ele não tinha mais contacto com este agora – o que significava que cabia aos homens e mulheres descobrir a verdade por sua própria conta, não mais esperando pela ajuda de Deus. O homem tinha de depender dos poderes da razão se quisesse discernir a verdade. Os padrões de certo e errado não se baseavam na natureza e no carácter de Deus, mas eram produto do raciocínio humano. Na Renascença, o homem (e não Deus) tornou-se o centro; no Iluminismo, a razão humana tornou-se transcendente. O erro do Iluminismo não estava em reconhecer a razão humana como algo maravilhoso; mas, sim, a tentativa de coroar o raciocínio humano como rei em lugar de Deus, recusando-se a reconhecer qualquer padrão ou realidade que a razão não pudesse compreender ou explicar plenamente.”

Certo ou Errado; pág. 51

 

“As invenções, inovações e aprimoramentos da Era Industrial abasteceram mais do que as fornalhas das fábricas; eles alimentaram o fogo da confiança humana. O progresso que homens e mulheres viram ao seu redor encorajou-os a procurar em si mesmos esperança e orientação. O homem não sentiu mais necessidade de olhar para cima (para Deus); ele precisava olhar apenas para o seu íntimo (para si mesmo).”

Certo ou Errado; pág. 51

 

“A publicação da Origem das Espécies em 1859”, diz Ernst Mayr, da Universidade de Harvard, ‘introduziu a maior revolução intelectual desde a proclamação do cristianismo, dois mil anos antes’. As teorias de Darwin apresentaram alternativa para uma interpretação teísta das origens; Deus não era mais ‘necessário’ para explicar ou compreender como o mundo – e o homem – surgiu. Estas teorias tornaram-se conhecidas como darwinismo.

Esta mudança no modo de pensar tivera êxito em convencer os homens e mulheres de que eles, e não Deus, eram os árbitros da verdade e moralidade. A razão humana havia substituído Deus como objecto da adoração do homem moderno. As realizações humanas tornaram o homem arrogante e convencido de suas próprias habilidades para criar o bem e julgar o mal. Finalmente, com a publicação e crescente aceitação das teorias de Darwin, Deus tornou-se persona non grata – desnecessária e rejeitada – deixando o homem livre (pelo menos no seu modo de ver) para julgar a verdade, para chegar às suas próprias conclusões sobre o certo e o errado, independente de Deus e dos Seus decretos.”

Certo ou Errado; pág. 52

 

“Todas essas ideias exaltadas sobre a grandeza do espírito humano e a suficiência do esforço humano, em sua maioria, não entravam na mente do operário com um chefe insuportável ou da mãe de quatro filhos, que caíam exaustos na cama todas as noites.”

Certo ou Errado; pág. 54

 

“As ideias e observações de indivíduos como descartes, Darwin e outros, que durante anos vinham flutuando entre os intelectuais como flocos de neve num céu cinzento, finalmente começaram a arraigar-se no solo. A partir do início do século vinte, a transmissão de valores tradicionais de uma geração para outra começou a diminuir, como os velhos carros que vão desaparecendo na estrada.

(…)

O advento da mídia de massa

A urbanização da sociedade

A ascensão do materialismo

A crescente influência das escolas públicas

Certo ou Errado; pág. 55

 

 

3.      O humanismo rebaixou o homem à matéria e ao absurdo. Só Jesus Cristo como Emanuel – Deus connosco, é capaz de restaurar o homem à sua dignidade de imagem e semelhança de Deus.

Referências de autores cristãos:

“(…) Bacon acreditava que o homem era maravilhoso, mesmo sendo decaído. Ele acreditava na queda do homem, no sentido bíblico – que o homem é um pecador isolado de Deus por causa de sua culpa moral. Não obstante, o homem é maravilhoso.

Isso é exactamente o oposto ao ponto de vista do homem moderno, a quem se disse que a razão concluiu que o homem é um nada.”

A Igreja do Final do Século XX; pág. 13

 

“O homem moderno diz: ‘Não, nós somos apenas máquinas – química ou psicologicamente determinados.’ Mas ninguém, apesar disso, vive sua vida desta maneira.”

A Igreja do Final do Século XX; pág. 19

 

“Começando com o racionalismo, racionalmente chega-se somente ao pessimismo.”

A Igreja do Final do Século XX; pág. 23

 

“O que se ensina é que não há verdade final, não há significado, não há nada absoluto; que não é que não achamos a verdade e o significado das coisas, mas que elas simplesmente não existem.”

A Igreja do Final do Século XX; pág. 25

 

 

 

III.             SECULARIZAÇÃO

 

1.      Definições e natureza da secularização

Referências de autores cristãos:

“A cultura moderna substituiu Deus como base do comportamento, das decisões e dos valores morais. Deus e seu povo passam por ser irrelevantes para a vida moderna.”

O Evangelho e o Homem Secularizado; pág. 7

 

“Um membro de igreja secularizado é aquele que fez profissão de fé em Cristo e mantém, normalmente, alguma relação normal com a igreja. Em seu modo de viver, entretanto, ele ignora consciente ou inconscientemente os imperativos bíblicos, ou faz pouco caso deles. O resultado prático é um modo de vida em que Deus aparece essencialmente ausente na tomada de decisões de porte. Ele não obedece a Deus e Cristo não é o Senhor de toda a sua vida. O resultado é um modo de vida indiferenciado daquele ditado pela cultura dominante.”

O Evangelho e o Homem Secularizado; pág. 7

 

“O secularista inconsciente não tem nenhum contacto real com a igreja. Ele não tem consciência de Deus. Mesmo que ele admita a existência de Deus, esta se lhe afigura irrelevante para a vida. (…) Ele não liga para Deus ou para a igreja.”

O Evangelho e o Homem Secularizado; pág. 8

 

“Deus e a religião são irrelevantes em face de suas lutas no presente.”

O Evangelho e o Homem Secularizado; pág. 8

 

“O secularista clássico vê o mundo e sua vida em termos do aqui e agora. Talvez seja um sensualista com uma filosofia de ‘playboy’: comer, beber e alegrar-se. A vida há de ser gozada aqui e agora, pois isso é tudo o que há, tudo o que existe. Talvez ele vá um pouco além e dispense Deus e a religião, procurando zelosamente provar a irrelevância de Deus na vida humana e moral.”

O Evangelho e o Homem Secularizado; pág. 8

 

“Secularismo é uma filosofia. Já foi definido como um sistema que rejeita todas as formas de fé ou culto religioso, e só aceita os factos e influencias da vida presente. O secularista é, pois, um humanista nas atitudes, e anti-religioso. Sua visão de Deus, do homem e da moralidade é reducionista. Ele é aquela pessoa que ‘vende’ uma determinada atitude para com a vida e uma forma de viver que rejeita tudo o que o Cristianismo representa e proclama.

Secularização, por outro lado, é essencialmente um processo que ocorreu e se acha hoje largamente difundido no mundo ocidental. Trata-se de um processo pelo qual o pensamento religioso, e prática religiosas perdem sua dignificação social. É a transição de crenças, actividades e instituições que pressupõem convicções de um tipo tradicionalmente cristão para crenças, actividades e instituições de tipo agnóstico e/ou ateísta.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

pág. 10

 

“As categorias do sagrado, mistério, santidade e transcendência são crescentemente estranhas e mistificadoras aos olhos do homem moderno, cuja apreensão da realidade é empírica e pragmática.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

pág. 12

 

2.      Uma sociedade sem Deus ou uma sociedade em que Deus está prisioneiro das quatro paredes de um templo e apenas se circunscreve aos Domingos e dias santos.

 

3.      Sabemos que não podemos impor Deus a uma sociedade que O rejeita. Não é possível trazer Deus através da legislação. Também não é viável pôr a Igreja a governar a sociedade. Existe uma clara separação nesta era entre o poder temporal e espiritual e as alianças entre os dois têm-se mostrado perigosas e fundamentalmente corruptoras do segundo.

 

4.      Necessidades dos secularizados.

Referências de autores cristãos:

“A necessidade mais profunda do homem secular é descobrir que ele foi destinado a ser um filho redimido de Deus. Ele não é um ser humano completo, realizado. Embora um período de euforia temporária na vida de outras pessoas secularizadas ao seu redor sirva para convencê-lo de que eles estão ‘galgando sucesso’ e realizando o que queriam, o tempo e os acontecimentos, inevitavelmente, fazem-nos voltar à realidade, obrigando-os a encarar sua finitude.

As necessidades que o homem secularizado sente (solidão, vazio, temor, culpa, falta de sentido na vida e busca de paz, amor e felicidade) só serão satisfeitas quando ele tiver seu encontro com Jesus Cristo e comprometer-se pessoalmente com ele. Esse encontro transforma uma vida de frustração, superficialidade e desespero, que termina em condenação. Nesse ponto, sua necessidade de auto-estima será notada, e ele poderá, então, viver para a glória de Deus, para conhecê-lo, amá-lo, obedecê-lo e servir a seu semelhante (Jo 17:3; Mc 12:30,31; Jo 15:5; Mt 5:38-48; 7:12; Lc 10:25-37).”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

pág. 24

 

“”Muitas pessoas têm um profundo desejo de saber que estão sendo genuína e profundamente amadas, e/ou querem descobrir o poder (ou capacidade) de amar outras pessoas, como seus filhos, tanto quanto gostariam realmente de amá-los.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

pág. 24

 

“Outros procuram ‘justificar sua existência’, conformando-se à ‘lei do sucesso (da realização)’ da cultura.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

pág. 24

 

“Muitos parecem ser autosuficientes. São viciados no trabalho e podem até dar a impressão de levarem uma vida bem equilibrada, sem Deus. Ignoram o facto, ou recusam-se a admiti-lo, de que passam por necessidades espirituais.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

pág. 25

 

“Há muitas pessoas secularizadas que são alienadas ou isoladas, e que precisam de uma oportunidade ‘para serem amadas’ ou ‘para serem conhecidas’, ou para compartilharem significativamente com outros.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

pág. 25

 

“Muitas pessoas secularizadas sofrem agudamente de baixa auto-estima.”

O Evangelho e o Homem Secularizada;

pág. 25

 

“Numerosas pessoas secularizadas são impelidas por uma necessidade de buscar sentido na vida. Anseiam por dar sentido a suas vidas e encontrar uma cosmovisão satisfatória.”

O Evangelho para o Evangelho;

pág. 25   

 

5.      Valores seculares e valores cristãos

Referências de autores cristãos:

“a. A busca de sucesso em oposição `a igreja como serva.

b. Preocupação consigo próprio oposta ao auto-sacrifício.

c. Envolvimento como espectador passivo oposto à contribuição de cada membro.

d. Elitismo oposto à comunidade cristã.

e. Religião civil oposta à religião profética.

f. Divisibilidade oposta ao desejo de unidade.

g. Valores do poder secular opostos ao poder do amor altruísta.

h. Competição oposta à cooperação.

i. Manipulação oposta ao respeito pela dignidade humana.

j. Falsa segurança oposta ao compromisso radical.

k. Isolacionismo oposto à participação na sociedade.

l. Estilo gerencial oposto à contribuição do corpo inteiro.

m. A busca de riquezas e a avareza oposta à administração responsável das coisas.

n. Racismo, castas e tribalismo opostos à unidade em Cristo.

o. O fim que pretende justificar os meios oposto aos meios coerentes com os fins bíblicos.

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 27;

 

“As realizações da ciência e da tecnologia, bem como da filosofia secular, conseguiram intimidar a igreja a adaptar as verdades bíblicas a um sistema humanista. Como resultado da falta de respeito pela autoridade da Bíblia, confessamos a falta de discernimento e disciplina, resultando numa erosão dos padrões morais e sociais dentro da igreja. A falta de uma verdadeira fé bíblica e de coragem pessoal, e o desejo da igreja de ser aceite, leva aos pecados de hipocrisia e desonestidade.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 28

 

6.      Como combater a secularização dentro da própria igreja?

Referências de autores cristãos:

“Acreditamos que a igreja deveria começar pelo arrependimento. Ela precisa arrepender-se porque, durante muito tempo, ela vem sendo ou excessivamente punitiva e crítica ou, em nome da ‘graça e do amor’, excessivamente indisciplinada e sentimental. A liderança também precisa arrepender-se de seu mau exemplo moral. Enquanto rejeita o secularismo e o materialismo, a liderança assemelha-se, com frequência, mais ao mundo do que aos discípulos de Cristo. Ao invés de mudar a igreja, a liderança vem, repetidamente, introduzindo modos de agir tipicamente mundanos. De maneira que, se a igreja quer combater o secularismo, ela precisa, antes de mais nada, confessar sua própria cumplicidade no pecado, desviar-se de seus ídolos e voltar-se para Deus, na fé.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 28

 

“Devemos apresentar o Cristo bíblico ao invés de um Jesus pertencente a uma cultura ou nacionalidade particular."

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 28

 

“As pessoas secularizadas da igreja precisam experimentar a comunhão vigorosa, neotestamentária; uma comunhão de amor e disciplina; uma comunidade de pessoas cujo amor as leve inclusive a se confrontar e a pedir explicações. Esse tipo de comunidade não pode ser fechada; nada pode ter de um clube fechado de pessoas com a mesma mentalidade que afirmam os preconceitos umas das outras. Precisa ser antes uma comunidade aberta de pessoas de todos os tipos, ricas e pobres, negras e brancas, sábias e tolas, cristãos comprometidos e aqueles que mal olham para dentro da igreja. Os secularizados precisam saber que eles podem vir e juntar-se a essa família exactamente como são, não como os outros querem que eles sejam. É preciso que se sintam à vontade, que nenhuma pergunta seja considerada por demais herética, e nenhuma dúvida por demais absurda, para serem lidadas com razoável compaixão por todo o corpo.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 29

 

“Os secularizados precisam sentir que estão na presença de pessoas enfrentando a mesma luta, não de pessoas que dão a impressão de já terem chegado ao alvo.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 30

 

7.      Estratégias para alcançar os secularizados

Referências de autores cristãos:

“Quando pensamos acerca da evangelização do homem secular, tornamo-nos profundamente conscientes de que '‘ evangelização… só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder’ (Pacto de Lausanne, Artigo 14).”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 31

 

“Essa disposição para adaptar enfoques e metodologia que a igreja deve preparar-se para percorrer caminhos novos e desconhecidos, desenvolver uma nova estratégia e aprender com a experiência dos outros.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 31

 

“O processo de procura de novas estruturas nos levará, seguidamente, a um exame mais íntimo do padrão bíblico e à descoberta de que um retorno ao modelo das Escrituras e sua adaptação aos tempos actuais é básico à renovação e à missão.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 31

 

“A igreja, o Corpo de Cristo, expressa de muitas maneiras, precisa retornar a suas raízes bíblicas, a fim de modelar a igreja neotestamentária e treinar pessoas que crêem na Bíblia e vivem de acordo com o seu ensino.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 32

 

“Pequenos grupos

(…) Em tais grupos, as pessoas podem ser discipuladas, disciplinadas e incumbidas de responsabilidades.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 32

 

“Treinamento e educação

(…) A mais eficiente das estratégias de evangelização dos secularizados cairá por terra se os cristãos não forem fortalecidos e preparados para implementá-la. Além disso, o homem secular tem o direito de esperar que a igreja local do seu bairro seja um microcosmo daquela vida e daquela realidade da qual ele não participa mas à qual ele é convidado. Com o crescimento da onda de secularismo, a igreja local precisa preparar seus membros para que se tornem bons comunicadores das Boas Novas junto ao homem secular. Para isto, precisam voltar-se para o ensino bíblico que considera suas relações com a sociedade secular. Para tanto será básico a compreensão da tensão que existe quando estamos no mundo mas não pertencemos a ele (Jo 17).”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 33

 

“Culto

(…) Incumbe aos líderes da igreja planear o culto e proclamar a Palavra dentro do contexto do mundo, na linguagem de hoje e com a esperança do amanhã. O evangelho cristão fala ao homem de maneira toda especial, e preenche suas necessidades. Contudo, o evangelho estará sempre em forte contraste com a sabedoria do mundo. Precisamos usar todas as formas e meios de proclamação do evangelho cristão que permitam que a mensagem seja biblicamente exacta e relevante para o contexto cultural em que vivemos.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 34

 

8.      Testemunho aos secularizados fora das Igrejas

Referências de autores cristãos:

“Ao dirigirmo-nos às necessidades do homem secular a nível de sociedade, será necessário falar do ponto de vista cristão sobre questões como família, racismo, violência, homossexualismo, aborto e a crescente disparidade entre a pobreza e a sociedade afluente.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 35

 

9.      Evangelizando nossos vizinhos secularizados

Referências de autores cristãos:

“As igrejas já não podem pretender que as pessoas venham procurá-las para serem evangelizadas através de reuniões especiais, Escola Dominical, ou o ministério regular do púlpito. Se há que haver evangelização, esta, provavelmente, há de se dar no terreno neutro do próprio secularizado.

Podemos ser o único contacto do vizinho secularizado com a igreja ou com a mensagem cristã. Os cristãos têm tido uma sensação de frustração diante do fracasso ou incapacidade de relacionarem-se significativa e eficientemente com seus vizinhos seculares.

O método básico será a construção constante de pontes de contacto através da amizade e do carinho. Como a maneira de encarar a vida das pessoas secularizadas parece tão estranha, a tendência do cristão é de criar um relacionamento frio e distante. Nesta situação é impossível haver evangelização bem-sucedida.

Mas como prosseguir e compartilhar o evangelho de maneira específica? Se um relacionamento de amizade e carinho for estabelecido (e somente se for), o cristão poderá prosseguir e fazer tentativas evangelísticas.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 36

 

10.  Penetração evangelística no meio secularizado em geral

Referências de autores cristãos:

“As igrejas locais precisam empenhar-se com criatividade num esforço evangelístico para alcançar este grupo. Isso pode envolver a necessidade de colocar os cristãos em contacto com aqueles com os quais não têm nenhum vínculo familiar, e que não são do mesmo bairro, nem têm interesses em comum.”

(…)

Dever-se-iam examinar também as variações criativas dessa evangelização por meio da visitação. Ouvir as pessoas de porta em porta, por exemplo, leva à oportunidade de testemunhar. (…)

Uma variante dessa proposta seriam palestras bem divulgadas, feitas pelo pastor ou por leigos qualificados, que lidassem com as questões levantadas nos contactos de porta em porta. Tais encontros deveriam incluir ampla oportunidade para perguntas e comentários, um momento para bate-papo e, talvez, um lanche.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 37

 

“Evangelização entre segmentos especializados”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 37

 

11.  Como ganhar os secularizados?

Referências de autores cristãos:

“Identificando-nos com aqueles que procuramos ganhar. Nossa primeira preocupação será não condenar, mas antes compreender, ouvindo, fazendo perguntas, gastando tempo e compartilhando honestamente com outros nossas próprias experiências. (…)

Estimulando seu interesse pelo evangelho. Suscitamos tal interesse de diversas maneiras: seguindo o exemplo pedagógico de Jesus, que fazia seus contactos começando pela necessidade real, de seu ouvinte; usando as Escrituras de uma maneira nova quando damos testemunho, e mostrando que ela fala com poder a pessoas e situações contemporâneas; usando linguagem nova ao invés de chavões, e tendo o cuidado de explicar, com criatividade e honestidade, expressões e conceitos bíblicos.”

Comunicando a mensagem bíblica. Quando enfatizamos a necessidade de adaptarmos nossa metodologia e estratégia, não queríamos dizer que devemos mudar a mensagem. Sabemos que os secularizados não serão alcançados, e que Deus não será honrado, por qualquer diluição da mensagem bíblica.

Ao mesmo tempo, somos convocados a participar da comunicação relevante desta mensagem eterna. Esse processo envolve compreensão por parte da nossa audiência secular. O que se nos pede é nada menos que a apresentação de Jesus Cristo ao homem moderno.

(…)

Estamos convencidos, entretanto, de que é possível motivar as pessoas secularizadas a se envolverem num estudo directo da Bíblia. Ao desenvolver métodos sofisticados, a igreja não deve jamais perder de vista o poder da Palavra.

(…)

O processo de pré-evangelização deveria influenciar todo o ambiente do pensamento da sociedade. Com esta finalidade os cristãos deveriam envolver-se dinamicamente no jornalismo secular, nos meios de comunicação de massa, e na educação. (…)

(…) As cosmovisões seculares são difundidas nos meios de comunicação de massa e aceleram a transformação da sociedade. Por causa disso, os meios de comunicação de massa precisam ser considerados como alvos de alta importância para a igreja, em seus esforços por alcançar o homem secular. Os cristãos não só devem preparar material que esteja à altura dos meios de comunicação, e próprio para este fim, mas a igreja também precisa envidar grandes esforços no sentido de estimular pessoas cristãs a se tornarem profissionais em tais áreas de comunicação, influenciando a mensagem de dentro e, ao mesmo tempo, efectuando uma genuína transformação e regeneração dos meios, transformando e regenerando, por sua vez, a mente dos leitores, telespectadores e ouvintes. (…)

A igreja, e especialmente as pessoas envolvidas em pré-evangelização, hão de empenhar-se para compreender a cosmovisão secular, sua filosofia e seus preconceitos, e os desejos mais profundos das pessoas, de que elas podem não ter consciência. Ao mesmo tempo, precisamos desenvolver uma compreensão mais profunda da cosmovisão cristã, especialmente no que diz respeito aos secularizados.

Nesse processo de ajudar a igreja a fazer frente ao pensamento secular, a igreja precisa ajudar seus membros a compreender não só a mensagem essencial dos pensadores seculares de hoje, como também ajudá-los a compreender em que pontos tais pensadores estão de acordo com a fé bíblica e em que pontos a contradizem. Os cristãos também precisam compreender qual é o ponto que atrai o interesse deles e em que ponto temos falhado em oferecer uma alternativa mais atraente. Nosso propósito deve consistir em ajudar os cristãos a aprender a pensar de maneira cristã, quer dizer, analisar tudo de uma perspectiva e cosmovisão bíblica.”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 41

 

“O ponto essencial é resistir ao viver dividido: uma vida ‘espiritual’ para nossas actividades eclesiásticas, etc.; e outra, para nossas actividades ‘seculares’. Precisamos romper com a mentalidade ‘secular / sagrado’.

Com esta finalidade, poder-se-iam também organizar cursos em forma de grupos de estudo dentro das igrejas locais, que lidassem coma relação e relevância do evangelho em face da família, da saúde, da harmonia conjugal, da adolescência, bem como de todos os aspectos da vida pública. Desta maneira, os cristãos poderiam ser preparados para responder a tais questões, quando levantadas por não-cristãos, e exercerem o papel de sal numa sociedade doentia.

Alcançamos os secularizados, quando comunicamos as Escrituras clara, fiel e relevantemente. Por exemplo, quando vemos o desmoronamento da vida familiar, é obrigação da igreja oferecer cursos e seminários sobre vida conjugal, ou prelecções sobre como criar filhos com valores espirituais. (…)”

O Evangelho e o Homem Secularizado;

Pág. 43

 

12.  O Imutável num mundo mutável

Referências de autores cristãos:

“Há duas coisas que precisamos apreender firmemente no esforço de comunicar o evangelho na actualidade, quer estejamos falando a nós mesmos, quer a outros cristãos, quer àqueles que estão totalmente fora de nosso círculo.

A primeira é que há certos factos imutáveis e verdadeiros. São factos que não têm nenhuma relação com as ondas e correntes em constante mudança. Fazem do sistema cristão o que ele é e, se são alterados, o Cristianismo se converte em algo diferente. Este facto requer ênfase porque há cristãos evangélicos em nossos dias que, com toda sinceridade, estão preocupados com sua falta de comunicação, mas no afã de preencher o vácuo tendem a mudar o que deve permanecer inalterado. Se assim procedermos, não mais estaremos comunicando o Cristianismo, e o que afinal nos restará não diferirá muito do consenso que nos cerca.

Contudo, se nos detivermos neste ponto, não poderemos apresentar um quadro harmonioso, equilibrado. Temos de compreender que estamos enfrentando uma situação histórica que sofre rápidas transformações e, se vamos nos lançar à obra de falar acerca do evangelho, precisamos conhecer qual a presente flutuação das formas de pensamento. A menos que assim façamos, os imutáveis princípios do Cristianismo cairão em ouvidos surdos. E se visamos a alcançar os intelectuais e os operários, dois grupos que se acham além do âmbito de nossas igrejas de classe média, então impõe-se-nos um minucioso esquadrinhamento do coração quanto a como podemos falar sobre o que é eterno em uma situação histórica em constante mudança.”

A Morte da Razão; pág. 91

 

 

 

IV.              FÉ CRISTÃ

1.      A fé que provém da Palavra de Deus e que tem como autor e consumador a Jesus Cristo. A fé que desponta e aponta para a morte substitutiva de Cristo na cruz.

Referências de autores cristãos:

“(…) no campo da salvação individual as Escrituras rejeitam todo humanismo.”

A Igreja no Final do Século XX; pág. 62

 

2.      A fé cristã não é contra matéria nem considera que a matéria é a origem do mal, que é necessário e desapego ao que é material como pretendem certos grupos filosóficos e religiosos como é o caso do platonismo e do agnosticismo.

 

3.      O cristão bíblico espera a ressurreição do corpo e novos céus e nova terra em que habitarão a justiça o que é uma clara referência à importância da matéria no plano redentor divino. Foi Deus quem criou a matéria. É quem redime o homem e com ele a natureza.

Referências bíblicas:

I Coríntios 15:50-57

“Isto afirmo, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

Eis que vos digo um mistério. Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,

Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.

E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.

Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?

O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.

Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.”

 

Romanos 8:18-25

“Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória por vir a ser revelada em nós.

A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.

Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou.

Na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

Porque sabemos que toda a criação a um só tempo geme e suporta angústias até agora.

E não somente ela, mas também nós que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adopção de filhos, a redenção do nosso corpo.

Porque na esperança fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?

Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.”

 

4.      O argumento pesado da fé cristã contra o materialismo, o humanismo e a secularização é a vida eterna que deriva da ressurreição de Jesus Cristo.

Referências bíblicas:

I Coríntios 15:16-19

“Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.

E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.

E ainda mais: os que dormiram em Cristo, pereceram.

Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.”

 

I Coríntios 15:32

“Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos.”

 

5.      A fé cristã carrega uma esperança que nenhuma outra pode oferecer. Por causa da evidência em que se fundamenta – a ressurreição de Jesus Cristo. Neste sentido qualquer sofrimento pode ser suportado para alcançar o que diante de nós tem sido colocado. O cuidado para com os que sofrem, (doentes, deficientes, etc.) recebeu um incremento impossível de ser avaliado pela fé cristã. Ainda hoje a mesma fé, se fosse possível medir o que ela está a motivar e a mover nestes termos, seria impressionante. O que é que o materialismo pode oferecer a um doente terminal?

Referências de autores cristãos:

“Subitamente posso lutar contra a injustiça sabendo que não estou lutando contra o que é bom. Não é verdade que tudo o que há é certo. Posso lutar contra a injustiça sabendo que há uma razão para combatê-la. Porque Deus não ama tudo, porque ele tem um carácter, posso lutar contra a injustiça sem lutar contra Deus.”

A Igreja do Final do Século XX; pág. 33

 

 

6.      Os resultados da morte de Jesus Cristo envolvem todo o homem – espírito, alma e corpo.

Referências bíblicas:

Mateus 8:16,17

“Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra, expeliu os espíritos, e curou todos os que estavam doentes;

para que se cumprisse o que for a dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças.”

 

Mateus 6:33

Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas.”

 

I Tessalonicenses 5:23,24

O mesmo Deus da paz, vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.”

 

 

 

 

 

V.                 BIBLIOGRAFIA

 

CERTO OU ERRADO

Josh MacDowell e Bob Hostetler

Editora Candeia

Nossos jovens estão enfrentando uma crise de verdade.

As manchetes enfatizam diariamente a violência nas escolas, crianças vendendo drogas, mortes cometidas por gangues, e sexo entre adolescentes em escala cada vez maior – o comportamento natural de uma geração que perdeu a fé no que é certo e errado objectivamente. Para eles a verdade é uma questão de gosto; a moral, uma preferência individual.

Esses não são os jovens do outro lado da rua; trata-se dos jovens de nossas igrejas, de nossas famílias. Os líderes da igreja e os pais estão penosamente conscientes de que seus filhos estão se distanciando dos valores bíblicos, em uma escala alarmante.

CONTRACULTURA CRISTÃ

Jonh R. W. Stott

Editora ABU

A Mensagem do Sermão do Monte

“Acima de tudo, quis deixar o próprio Sermão falar, ou melhor, deixar Cristo proferi-lo novamente, desta vez ao mundo contemporâneo. Assim, procurei encarar com integridade os dilemas que o Sermão levanta para os cristãos de hoje, e não esquivar-me deles, já que Cristo não nos deu um tratado académico, calculado simplesmente para estimular a mente. Eu creio que ele desejava que o seu Sermão do Monte fosse obedecido. De facto, se a igreja tivesse aceitado realisticamente os seus padrões e valores, como aqui demonstrados, e tivesse vivido por eles, ela teria sido a sociedade alternativa que sempre tencionou ser, e poderia oferecer ao mundo uma autêntica contracultura cristã” (John Stott)

CRISTIANISMO BÁSICO

J. R. W. Stott

Editora Vida Nova

O que significa ser um verdadeiro cristão.

ESTUDOS NO SERMÃO DO MONTE

Martyn Lloyd-Jones

Editora Fiel

“Tenho lido obras sobre o Sermão do Monte durante os últimos trinta anos e, apesar de saber, e frequentemente ter dito que o Dr. Martyn Lloyd-Jones é o maior expositor da Palavra de Deus em qualquer púlpito de língua inglesa nos dias de hoje, eu não estava preparado para o que estas páginas me apresentaram. Minha opinião é a de que temos neste volume, a mais profunda sondagem do coração de todas as exposições do Sermão do Monte já publicadas no século vinte.” (Wilber M. Smith)

O EVANGELHO E O HOMEM SECULARIZADO

Editora ABU

O Desafio do Homem e da Sociedade Moderna

A própria igreja tem sido influenciada pelo processo de secularização que vem assolando a sociedade em geral. No Ocidente já temos uma cultura “pós-cristã”. No Terceiro Mundo há um crescente número de pessoas sem religião ou que já perderam a sua confiança na religião. O resultado prático disso é um modo de vida em que Deus está essencialmente ausente das decisões.

Mas qual é a mensagem do evangelho para estas pessoas? Como alcançá-las com a mensagem de Cristo? Como romper a indiferença que elas têm? Que estratégias podem ser adoptadas para estabelecer contacto com estas pessoas, que vivem ao nosso redor, comunicando-lhes a mensagem do evangelho de Deus em Jesus Cristo?

Este livro não apresenta nenhum método milagroso, mas é uma ferramenta útil para quem se preocupa com esta triste realidade da secularização do homem, da sociedade e da igreja.

GRANDES QUESTÕES SOBRE O SEXO

John Stott

Editora Vinde

Jamais em toda a história, as questões sobre sexo estiveram tão presentes em discussões e debates nos mais diversos segmentos da sociedade, como em nossos dias.

Este livro aborda temas como: A Relação entre o Homem, a Mulher e Deus; A Questão do Feminismo; Igualdade de Direitos; Responsabilidades Conjugais; Casamento e Divórcio; O Dilema do Aborto; A Revolução de Hábitos; Homossexualismo; Proibições Bíblicas; Sexo e Casamento na Visão Bíblica.

IGREJA DO FINAL DO SÉCULO XX, A

Francis A. Schaeffer

Editora Ultimato

Quais os desafios da Igreja nesse final de século?

Para Francis Schaeffer, esta geração enfrenta um desafio peculiar e exclusivo: o de estar mergulhada em uma cultura pós-cristã, onde valores do Reino de Deus não fazem sentido – a não ser pelo facto de as pessoas ainda não terem sido capazes de assumir integralmente sua afirmação de que Deus está morto.

Como chegamos a este crepúsculo do cristianismo? O que essa minoria silenciosa e acuada – que, para espanto de muitos, ainda crê na Bíblia como Palavra de Deus – pode fazer para reassumir seu papel de sal e luz na sociedade? Como entender o que está acontecendo à minha volta e me colocar ao serviço do Reino?

A Igreja está preparada para apresentar à sua geração respostas e propostas concretas, desafiadoras e redentivas?

São estas algumas das questões que permeiam a Igreja do Final do Século XX. Um livro indispensável para homens e mulheres das nossas igrejas.

MORTE DA RAZÃO, A

Francis Schaeffer

Editora Fiel / ABU

O homem já morreu. Deus já morreu. A vida se tornou uma existência sem significado, e o homem não passa de uma roda na engrenagem. A única via de escape passa por um mundo fantástico de experiências, drogas, absurdos, pornografia, uma ‘experiência’ final elusiva, e de loucura.

Se esta é a mentalidade do século XX, como aconteceu? E como podemos fazer com que a fé cristã tenha sentido para o mundo de hoje? Dr. Schaeffer, Director da Comunidad L’Abri na Suíça, mostra o histórico de como a arte e a filosofia têm sido o espelho do dualismo existente no pensamento ocidental desde o tempo da Renascença. Hoje, este dualismo se expressa no desespero quanto ao descobrir o racional, e no escape para o mundo não racional que é o único que oferece alguma esperança. Esta tendência é vista na literatura, na arte e na música, no teatro e no cinema, na televisão e na cultura popular.

RESPOSTA À CALAMIDADE

Caio Fábio

Editora Vinde

Como resistir diante de tamanha crise

Nos dias actuais vivemos em constante guerra frente à crise económica, política, ética e moral. As batalhas são diárias e o inimigo coloca-se diante de nós com apetite voraz.

Como resistir diante de tamanha crise?

Qual o perfil do homem deste século?

Quais as atitudes que se deve tomar?

Neste livro você encontrará várias respostas às mais variadas perguntas com relação a este tema tão presente em nosso quotidiano.