APRENDER A PENSAR

 

            A Assessoria de Juventude da Aliança Evangélica Portuguesa realizou um evento denominado INFORLÍDER, no passado dia 8 de Maio, nas Instalações do Instituto Bíblico, Monte Esperança, em Fanhões. O programa propunha vários seminários com temáticas variadas nas quais se inseria a que nos serve de título: Aprender a Pensar.

            É necessário que recuperemos toda a vitalidade do pensamento bíblico e evangélico de que devemos ser fiéis depositários. Temos uma herança a todos os títulos notável. Existe um espólio de pensadores e de obras que atravessam toda a História e que representa uma influência ímpar para os nossos dias. Temos muito que descobrir e aprender no pensamento cristão para nosso próprio enriquecimento e para impactar a sociedade em que vivemos.

            O principal de todos os filões que estrutura a mentalidade cristã é sem dúvida a Bíblia Sagrada. Fez no ano anterior 250 anos (1753-2003) que o Livro foi traduzido para o idioma de Camões por João Ferreira de Almeida (1628-1691) e proporcionou a milhões de portugueses a possibilidade de ouvirem Deus na sua própria língua. Em 2004 as Sociedades Bíblicas celebram 200 anos de disseminação das Sagradas Escrituras. “Só em 2001 as Sociedades Bíblicas federadas mundialmente nas SBU, Sociedades Bíblicas Unidas, distribuíram mais de 555 milhões de exemplares das Escrituras. Nesse número estão 25 milhões de Bíblias. Isto sem contar com as impressões e as distribuições feitas por outras Sociedades Bíblicas em todo o mundo, e também por outras instituições afins, como a Missão Wycliffe para a Tradução da Bíblia e os prestigiados Gideões Internacionais.” (Revista Imago Dei, texto de João A. C. Pinheiro, Será que tem interesse ler a Bíblia, hoje, em Portugal?, pp. 25-31)

            Sempre que o texto bíblico e o avivamento espiritual ocorreram numa determinada sociedade e cultura, o impacto produzido traduziu-se na rotura com o obscurantismo, o analfabetismo e a ignorância.

            Fazemos aqui referência, entre muitos outros que poderiam ser citados a Jonathan Edwards (1703-1758) que no século XVIII foi poderosamente usado por Deus num avivamento que sacudiu tanto a Inglaterra como a Nova Inglaterra. “Do ponto de vista cristão, o teólogo racionalista Jonathan Edwards fez uma distinção importante: toda verdade é dada por REVELAÇÃO, geral ou especial, e deve ser recebida pela razão. A razão é o meio dado por Deus de descobrir a verdade que Deus revela, seja neste mundo seja em Sua Palavra. Apesar de Deus querer alcançar o coração com a verdade, Ele não ignora a mente no processo. Nesse sentido modificado, há grande valor no racionalismo cristão.” (Manual de Apologética, Norman Geisler, Editora Vida, pg.736). “Para nós, a vida de Jónatas Edwards é uma das muitas provas de que Deus não quer que desprezemos as faculdades intelectuais que Ele nos concede, sob a direcção do Espírito Santo, e que as entreguemos desinteressadamente para o Seu uso”. (Heróis da Fé, Orlando Boyer, CPAD, vol. 1, pg. 56).

            Aprender a pensar segundo a revelação, de modo bíblico e cristão evangélico, é hoje, como no passado, um desafio decisivo para uma verdadeira e genuína intervenção espiritual, social, económica, política, cultural, profissional, moral, ética, familiar, pessoal.

            Existem alguns parâmetros que fundamentam o pensamento cristão e que não podemos perder de vista. São como que estacas que referenciam a nossa mentalidade.

            Aprender a pensar implica obrigatoriamente abrirmo-nos à revelação divina; sem ela o nosso pensamento permanecerá em densas trevas.

            Passamos a salientar alguns dos pilares que julgamos primordiais no que podemos considerar como uma mente formada dentro dos padrões bíblicos.

 

 

 

1. Deus existe.

            Esta é uma realidade decisiva na vida de todo o homem e mulher. A negação de Deus é a negação da esperança. Diante da grandeza da Criação o ateísmo apenas reverte para a natureza e para a matéria impessoal os atributos da divindade pessoal.

            Em qualquer hipótese a existência humana no Universo é um mistério insondável. A nossa própria inteligência requer que a vida tenha sentido e propósito.

            O veneno da “morte de Deus”, da ignorância e indiferença para com a Sua existência continua a arruinar e a comprometer a felicidade e realização humanas.

            A nossa geração padece da “falta de Deus”. Vivemos numa “sociedade suicidária” que removeu o fundamento essencial do ser, do pensamento, da acção e da motivação humana – Deus.

            O homem só pode encontrar a sua realização no Criador.

            Uma sociedade e uma educação que não destaquem nos seus alicerces a existência divina, está fadada ao fracasso. Não estranhemos as evidências de ruptura que se estampam claramente à nossa volta.

·        “No princípio criou Deus os céus e a terra.” (Gn 1:1).

 

2. O Deus que existe é único.

            Existe um só Deus. A pluralidade de deuses é contrária à revelação que Deus nos dá de Si mesmo na Bíblia e na pessoa de Jesus Cristo.

·        “Ouve, Israel, o Senhor nosso é o único Senhor.” (Dt 6:4).

 

3. O Deus que existe é pessoal.

            Como pessoas que somos temos essa identidade que é culminante em toda a Criação, na própria imagem e semelhança que recebemos d’Ele. Deus não será menos do que nós próprios. A marca distintiva da humanidade é a sua pessoalidade.

·        “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (...) E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigénito do Pai. (...) Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigénito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” (Jo 1:1,14,18).

 

4. O Deus que existe é trino.

            Deus não é um Ser solitário sendo único. A pluralidade da e na Trindade manifesta o relacionamento de amor em perfeita e absoluta unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo conforme está revelado uma vez mais na Bíblia e na vida terrena de Jesus Cristo, de acordo com os Evangelhos.

·        “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos.” (Mt 28:18-20).

 

5. O Deus que existe auto-revelou-se e continua a revelar-se.

            Deus não ficou em silêncio nem nos deixou entregues a nós próprios para O descobrirmos ou imaginarmos. Qualquer coisa que possamos pensar ou dizer acerca de Deus por nós mesmos ficará sempre a anos-luz de Quem Ele efectivamente é. Dependemos em absoluto do que o Senhor do Universo possa revelar-nos sobre Si próprio para que saibamos com verdade e convicção o que quer que seja.

·        “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exacta do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.” (Hb 1:1-4).

 

6. O Deus que existe tornou-se visível vestindo a dimensão humana e esteve entre nós.

            A revelação divina não se limitou à palavra, mas à Sua própria presença assumindo a dimensão humana, o que é muitíssimo significativo a Seu respeito e acerca de nós.

·        “Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim, vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14:9).

 

7. O Deus que existe continua a estar presente pelo Espírito Santo.

            Para compreendermos a revelação escrita e encarnada, nas suas múltiplas implicações para a nossa existência (pensamento e acção), dependemos do Espírito Santo, o qual nos ilumina para entendermos o que quer que seja sobre Ele e nós mesmos.

·        “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.” (Jo 14:16,17).

 

8. Deus criou-nos à Sua imagem e semelhança.

            Somos criação divina e essa criação foi efectuada segundo a imagem e semelhança do próprio Criador. Nada nos valoriza mais e nos confere maior dignidade do que esta afirmação e convicção, sendo que simultaneamente nos impede de qualquer tipo de sentimento de supremacia, de xenofobia ou racismo.

·        “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme á nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos

 

9. O homem no exercício da sua liberdade escolheu a Sua própria via.

            A raça humana decaiu da sua condição primeva quando sucumbiu à tentação de comer do fruto da ciência do bem e do mal e, em vez de viver na intimidade do amor de Deus em dependência absoluta, quis definir para si própria o bem e o mal, o certo e o errado, a verdade e a mentira.

            Todas as consequências estão aí bem visíveis como evidência insofismável que essa não é a escolha acertada. Infelizmente muitos homens e mulheres continuam a preferir essa opção.

            Hoje temos muito mais razões para decidir de um modo diferente daquele que o primeiro casal decidiu. Hoje sabemos na pele que Deus fala a verdade, hoje temos a demonstração suprema do amor que o Criador nos tem, hoje sabemos que a desobediência gera a morte e a miséria, o sofrimento e a destruição.

·        “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu, e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira, e fizeram cintas para si. Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim.” (Gn 3:6-8).

 

10. Deus não abandonou a humanidade e concretizou um plano de resgate e recuperação do homem em amor, satisfazendo todos os requisitos da Sua própria justiça e santidade.

            Deus não foi apanhado de surpresa pela atitude do ser humano. Ela fazia parte do conhecimento de Deus. Essa noção enaltece sobremaneira a natureza do Criador, porque criou mesmo sabendo que apesar de toda a perfeição, bondade, generosidade, afecto, intimidade e relacionamento, o homem preferiria abandonar a sua posição.

            Mas a percepção da glória divina é muito maior quando nos rendemos à revelação da encarnação de Deus em Cristo para nos substituir em todas as consequências, tornando-se o Criador-Redentor.

            O Evangelho é a revelação do amor de Deus, cumprindo tudo o que a Sua justiça requeria, face à injustiça de todas e de cada uma das Suas criaturas.

            A glória de Deus demonstra-se de forma inexcedível na realidade do crucificado, ressurrecto ao terceiro dia.

            Aí está a vitória retumbante sobre a morte.

·        “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16).

 

11. O projecto de Deus para cada ser humana é, nada mais, nada menos, do que um novo nascimento, uma mudança por dentro, uma transformação espiritual da natureza do homem.

            O problema do homem não se resolve por fora, não se trata de apenas uma reeducação moral e ética.

            A religião não chega e é fundamentalmente um sinal da rebelião da criatura humana de fabricar os seus próprios deuses quando recusa a revelação divina expressa na própria Criação.

·        “A isto respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3:3).

 

12. A graça de Deus é o elemento distintivo do Evangelho de Jesus Cristo

            O homem não pode salvar-se a si mesmo. Por si próprio ele jamais alcançará Deus. O homem depende em absoluto do Criador para a sua salvação.

            A reconciliação com Deus foi consumada totalmente por Cristo na Sua morte expiatória feita em prol de toda a humanidade, desde o primeiro homem até ao último que venha à existência.

            Pela religião, através de boas obras, mediante sacrifícios, nunca o homem se tornará digno para viver na presença de Deus eternamente.

            Numa sociedade de exclusão em que predomina a competitividade e a concorrência, em que o mais forte prevalece sobre o mais fraco, em que as desigualdades cavam abismos de fome e segregação entre as pessoas e os povos, a graça divina encarnada em Jesus é o baluarte que a Igreja deve constituir.

·        “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2:8-10).

 

13. Vivemos entre o já e o ainda não, na expectativa da iminência da consumação de “novos céus e nova terra”.

            A cosmovisão cristã que começa com a afirmação da criação e passa pela queda e pela redenção, termina com a perspectiva futura e cheia de esperança da consumação absoluta de tudo o que a ressurreição implica – “novos céus e nova terra”.

            Vivemos numa era que medeia entre a redenção e a consumação. Vivemos num tempo de decisão para todos os viventes se definirem diante do amor e da graça divina.

            O sofrimento não é tanto quanto poderia ser se Deus na Sua misericórdia e graça, não limitasse a operação dos poderes infernais da maldade.

            Toda a dor existente e que fica muito aquém do que o próprio Deus encarnado experimentou na cruz há dois mil anos, tanto física como emocional e espiritual, terá o seu fim na eternidade, para todos os que crerem em Jesus como único e suficiente Salvador, e Lhe obedecerem em amor como seu Senhor.

·        “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?” (Hab 1:2).

·        “Ainda que a figueira não floresce, nem há fruto na vide; o produto da oliveira mente, e os campos não produzem mantimento; as ovelhas foram arrebatadas do aprisco e nos currais não há gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente.” (Hab 3:17-19).

·        “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve.” (Ml 3:18).

 

14. Enquanto esperamos a segunda vinda de Jesus em glória somos chamados ao compromisso com Ele na vida do próximo.

            A expectativa do retorno de Cristo não pode ser entendida e vivida como escape e fuga por parte dos Seus seguidores, mas como um impulso e reforço no sentido de viver individualmente e no concreto das realidades quotidianas em solidariedade para com todos os que estão ao nosso alcance.

            Neste sentido o dízimo é uma demonstração prática de generosidade que não tem paralelo na sociedade. Sem imposição, sem qualquer sistema de fiscalização, apenas como resposta do coração em gratidão e mordomia para com Aquele que é o Senhor de todas as coisas, os cristãos devolvem a Deus um décimo dos rendimentos que o próprio Criador coloca nas suas mãos mediante um trabalho dedicado.

            A vida cristã é assinalada pela busca da santidade no relacionamento e intimidade com Deus, marcada pela prática das virtudes que resultam do fruto do Espírito produzido no coração dos que O buscam. O perdão, o serviço, a fidelidade conjugal, o respeito pelos pais, o cuidado pelos filhos, o cuidado com a saúde física e emocional, a diligência profissional, o pagamento dos impostos devidos ao Estado, a observação dos limites de velocidade, são apenas alguns dos desdobramentos da operacionalização da fé no dia a dia.

·        “Quando vier o Filho do homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória, e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda; então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era forasteiro e me hospedastes; estava nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; preso e fostes ver-me. Então perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedámos? ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mt 25:31-40).

 

15. O juízo final é uma marca incontornável da revelação divina bíblica.

            O homem pode fugir às malhas da lei humana.

            O cidadão pode enganar o tribunal humano, os juízes e a opinião pública, até mesmo os próprios familiares. Mas ele nunca poderá enganar Deus nem fugir à prestação de contas diante do Seu trono.

            Segundo o Evangelho, todas as pessoas sem excepção estariam condenadas diante do Juiz Supremo do Universo, tanto nos seus actos como na sua condição corrompida. Diante uns dos outros, e até diante de Deus, as injustiças podem ter uma gravidade distinta, mas para a ingratidão da recusa do perdão oferecido gratuitamente através da morte vicária de Cristo não há diferenciação.

·        “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então se abriram livros. Ainda outro livro, o livro da vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago do fogo. Esta é a segunda morte, o lago do fogo.” (Ap 20:11-14).

 

16. A eternidade é um ponto fundamental da revelação divina (bíblica).

            Deus é eterno e criou-nos para partilharmos a Sua eternidade. Fomos feitos para viver eternamente. A eternidade é muito mais do que tempo sem fim: é outra realidade bem diferente daquela que conhecemos nos parâmetros do ontem, hoje e amanhã.

·        “Então me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês a mês, e as folhas da árvore são para cura dos povos. Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela estará o povo de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e nas suas frontes está o nome dele. Então já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.” (Ap 22:1-5).

 

 

Samuel R. Pinheiro

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